sexta-feira, 28 de agosto de 2009

:: 28/8/2009 - Bodyboard - Sexta-feira excelente para Jéssica no mundial

A 7ª etapa do Mundial de Bodyboarding já chegou à semifinal e as combinações de resultado não poderiam ser melhores. A macaense Jéssica Becker enfrentou o mar difícil e as águas sempre gélidas da Praia Grande de Portugal em busca de sua classificação. Jéssica enfrentou pelas quartas-de-final a cearense Isabela Souza, campeã latino-americana e sempre competitiva, uma adversária temida por todos no tour.

A primeira boa notícia do dia para Jéssica veio na primeira bateria das quartas-de-final. A capixaba Neymara Carvalho, que atualmente é a vice-líder o ranking mundial, perdeu para a portuguesa Rita Pires por 6 pontos de diferença e foi eliminada da competição, deixando agora o caminho livre para a macaense buscar a liderança.

Na bateria seguinte foi a vez de Jéssica enfrentar a cearense Isabela Souza. A disputa foi emocionante, com Isabela em busca da recuperação na temporada 2009 e Jéssica lutando pela liderança do campeonato. As duas duelaram onda após onda e levantaram o público em Portugal. As notas das atletas foram bem parecidas logo no inicio da bateria, Isabela com um 5,5 e Jéssica com uma nota 5,75. A partir daí as difíceis condições do mar e a disputa acirrada pela preferência do pico fez com que as atletas perdessem as melhores oportunidades e ambas seguiram na bateria pegando ondas sem grande potencial e marcando apenas notas fracas. Jéssica mais uma vez levou a vantagem e ampliou a diferença com uma nota 2,5 contra uma nota 1,75 da cearense, que terminou a bateria com apenas 1 ponto de diferença e eliminada da disputa.

Classificada para a semifinal, Jéssica passou a torcer pelo tropeço da Espanhola Eunate Aguirre, atual líder do ranking mundial. Eunate enfrentou a modesta Catarina Souza, atleta experiente de Portugal, mas que ao longo de sua carreira não obteve grandes resultados. Mas ao invés de uma bateria fácil Eunate encontrou uma portuguesa determinada e acabou eliminada também nas quartas-de-final.

Jéssica enfrenta agora a portuguesa Rita Pires, uma parada difícil. Com o caminho "livre" rumo à liderança do ranking mundial, Jéssica precisa vencer a competição para voltar ao posto de número 1 do mundo, posição que a macaense já esteve no ano passado.

"Ainda tenho um longo caminho pela frente, amanhã terei que me desdobrar, até porque não existe bateria fácil no circuito mundial e se tratando de uma semifinal, dá pra imaginar o equilíbrio da disputa. Espero surfar bem e conto com a torcida de todos através da internet", comentou Jéssica Becker, que tem o apoio da Kung Bodyboards e Academia Life.

Vale lembrar que a macaense venceu a 6ª etapa do mundial, disputada na semana passada na Espanha e caso vença em Portugal alcançará um feito jamais conquistado na história do Bodyboarding: vencer duas etapas seguidas da perna européia do Circuito Mundial.

O evento está sendo transmitido através do site www.ibatour.com/live, site oficial da Associação Internacional de Bodyboarding. A transmissão é completa e tem inicio às 4:30 da manhã, horário de Brasília, com as baterias masculinas, onde o Brasil teve a baixa do hexacampeão mundial Guilherme Tâmega, mas ainda segue com Eder Luciano (SC), Paulo Barcelos (RJ) e Uri Valadão (BA).

:: 16/8/2009 - Longboard - Mundial tem duas etapas confirmadas no Brasil

Duas etapas do ASP Longboard Qualifying Series foram confirmadas pela Associação Nordestina de Surf em semanas seguidas no mês de setembro. O Bahia International Longboard Classic na Praia de Jaguaribe, em Salvador, nos dias 17 a 20 e de 24 a 27 o Pernambuco Int´l Longboard Classic na Baía de Maracaípe, em Ipojuca.

A premiação é a maior do ano neste circuito, 15.000 dólares para o masculino e 5.000 para o feminino, sendo as únicas etapas com nível 3 estrelas na divisão de acesso para o ASP World Longboard Tour. Além das principais estrelas dos pranchões, também serão disputadas categorias amadoras válidas pelo circuito da Confederação Brasileira de Surf (CBS), com várias gerações do longboard se apresentando no Nordeste do país.

O presidente da ANS, Geraldo Cavalcante, batalhou para a volta do Circuito Mundial de Longboard ao Brasil, junto com seu diretor Lapo Coutinho, que festejaram a confirmação dos dois eventos. “Queremos agradecer aos baianos pelo empenho, em especial ao Governador da Bahia, Jacques Wagner, que nos recebeu no Palácio de Ondina para oficializar esta etapa na Bahia”, enaltece Geraldo Cavalcante. “Agradeço ainda ao Secretario de Turismo, Domingos Leonelli, que também está engajado neste evento na Bahia e também ao Governador Eduardo Campos, de Pernambuco, junto ao Secretario de Esportes Jorge Braga e ao Secretario de Turismo Silvio Costa Filho”, completa o presidente da ANS e organizador de grandes eventos no Nordeste, como o Hang Loose Pro Contest em Fernando de Noronha (PE).

Além do importante apoio governamental, os locais escolhidos para receber as duas etapas obedeceram uma análise técnica, área de atuação do baiano Lapo Coutinho, um dos juízes do quadro internacional da ASP que por muitos anos morou no Havaí. As duas praias oferecem boas condições de ondas para a prática do longboard, tanto Jaguaribe em Salvador, como a Baía de Maracaípe, tradicional palco de competições importantes do litoral sul pernambucano.

“Esta era uma lacuna que precisava ser preenchida urgentemente no calendário da ASP South America”, destaca Roberto Perdigão, Diretor Regional da ASP South America. “Estamos bastante satisfeitos com o empenho da Associação Nordestina de Surf, através do Geraldo Cavalcante e do Lapo Coutinho, para a confirmação destas duas etapas do ASP Longboard Qualifying Series em setembro no Nordeste. O Brasil é reconhecidamente uma das grandes potências do Longboard a nível internacional, inclusive conquistando o título mundial WLT de 2007 com o carioca Phil Rajzman. Com certeza, estes torneios deverão mobilizar um grande contingente de atletas sul americanos e, pela ótima premiação que será oferecida, também deve atrair muitos longboarders internacionais”.

As duas etapas do Brasil são as únicas com nível 3 estrelas do calendário do ASP Longboard Qualifying Series, sendo as que oferecem a maior premiação - 20.000 dólares no total - de todas as quinze agendadas em outros cinco países. Só no feminino tem uma etapa com nível 4 estrelas e uma de 5 estrelas exclusivas, mas com valores inferiores. As outras do masculino são de apenas 1 ou 2 estrelas. Bom para os brasileiros, que poderão somar pontos importantes em casa, na busca pelas vagas para a elite que disputa o título mundial no ASP World Longboard Tour - WLT.

Divisão de elite do longboard - Para o seleto grupo de 32 participantes deste ano, o campeão será definido em duas etapas. A primeira já aconteceu no início de agosto no Japão e o brasileiro Phil Rajzman largou em terceiro lugar, perdendo a semifinal para o vencedor do primeiro Oxbow ASP World Longboard Tour do ano, o australiano Harley Ingleby. O segundo e decisivo está marcado para os dias 25 a 31 de outubro em Pasta Point, nas Ilhas Maldivas. Apenas os dezesseis primeiros colocados no ranking final da temporada, permanecem na divisão de elite do longboard.

Ranking da primeira etapa do ASP World Longboard Tour - WLT 2009:

01: Harley Ingleby (AUS) - 1.200 pontos
02: Duane de Soto (HAV) - 1.032 pts
03: Bonga Perkins (HAV) e Phil Rajzman (BRA) - 876 pts
05: Eduardo Bagé (BRA), Colin McPhillips (EUA), Antoine Delpero (FRA) e Keegan Edwards (HAV) - 732 pts
09: Carlos Bahia (BRA), Amaro Matos (BRA) e mais seis longboarders - 600 pts
17: Picuruta Salazar (BRA), Jeremias da Silva (BRA) e mais quatorze longboarders - 410 pts

11/8/2009 - Feminino - Mineirinho torce pela namorada no Circuito Petrobras

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A segunda etapa do Circuito Petrobras de Surfe Feminino 2009, que terminou neste domingo, na praia do Tombo, no Guarujá, contou com a presença ilustre de Adriano "Mineirinho” de Souza. O terceiro colocado no ranking do Circuito Mundial da Association of Surfing Professionals (ASP) acompanhou atento às disputas da categoria Profissional, que contou com a participação de sua namorada, a paulista Cláudia Gonçalves.

Mineirinho assistiu às baterias do calçadão do Tombo e, quando Claudinha esteve em ação, agiu como um misto de torcedor e de técnico, orientando a surfista sobre onde estavam quebrando as melhores ondas e tática de competição. Também torceu muito para a namorada e 18ª colocada no WQS, ranking de acesso do Circuito Mundial.

Sempre sorrindo e solícito com os inúmeros fãs, o "top” da ASP só se mostrou chateado quando Claudinha foi eliminada nas semifinais necessitando de uma nota baixa (2.84) para avançar para a decisão da categoria. "A onda que ela precisava não veio”, comentou o surfista, que continua na briga pelo título de melhor do mundo na temporada 2009.

A segunda etapa do Circuito Petrobras de Surf Feminino teve o patrocínio exclusivo da Petrobras. A transportadora oficial do campeonato foi a GOL - Linhas Aéreas Inteligentes e o apoio da Roxy Acessórios, Revista Ehlas, Woohoo, Prefeitura do Guarujá, Secretaria de Esportes do Guarujá, Governo do Estado de São Paulo, Marcha Mundial das Mulheres Católicas pelo Direito de Decidir; Abrasp, CBS, Federação Paulista de Surf, Associação de Surf do Guarujá, Ministério do Esporte, Secretaria Especial de Políticas Públicas para Mulheres.

Sub 14 - Garotada invade Saquarema neste fim de semana


A praia de Itaúna, Saquarema, vai acender neste fim de semana a briga pelas passagens para o Peru nas categorias Iniciantes Masculino e Feminino.

A previsão é de ondas pequenas e sol neste final de semana, quando acontece em Itaúna, Saquarema, a segunda etapa do Circuito Estadual de Surf nas categorias Iniciantes (até 14 anos), Infantil (até 12 anos), Petit (até 10 anos), Pré-Petit (até 8 anos) e Feminino Iniciantes (até 14 anos).

“Com a previsão do mar baixo para o final de semana, e muito sol, acredito que encontremos as condições ideais para essas categorias. O Maracanã do Surfe será um palco de gala para os surfistas da nova geração do Rio”, afirmou Pedro Falcão, presidente da Feserj.

Wendy Guimarães saiu na frente no Feminino Iniciante e quer viajar para o Peru. Pedro Neves, vice na primeira prova do ano, está em busca pela passagem para Lima que está sendo oferecida pela GAP Turismo aos campeões Iniciantes.

"Legal ganhar a passagem, já fui ao Peru duas vezes, lá é perfeito para evoluir o surf, vou correr atrás deste título, uma passagem para lá ajuda muito", disse Pedro Neves, 13 anos.

Na disputa da categoria Pré-Petit (até 8 anos), quem liderada e Paulo Renato, surfista de Niterói, ele disputa duas categorias, onde lidera também a categoria Petit (até 10 anos).

A categoria Infantil (até 12 anos) tem como líder Matheus Rodrigues, niteroense e vencedor da primeira etapa, estão sendo seguido por Vitor Drummond, local de Saquarema.

A competição que começa neste Sábado às 9 da manhã, distribuirá excelente premiação para os finalistas de todas as categorias.

O Circuito WQSurf Sub14, tem o patrocínio da Oakley e WQSurf. O co-patrocínio é da Revista SURFAR, com apoio do Ricosurf.com, da GAP Turismo, Pousada Espuma da Praia, Canal Woohoo, First Glass, Kona Blanks, Guaracamp, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Prefeitura de Saquarema.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009




Principais picos no Peru



CHICAMA: 390 milhas ao norte de Lima, uma das ondas mais extensa do mundo, 4 a 8 pés de onda, com tubos e manóbras.

PICO ALTO: 27 milhas ao sul de Lima (cinquenta minutos) de táxi ao sul de Lima, ondas Grandes e pesadas, comparadas a Waimea e Maverick`s 12 a 30 pés, uma onda muito boa. (Punta Hermosa)

PUNTA ROCAS: 27.5 milhas ao sul de Lima, ondas excelentes e constantes 5 a 12 pés clássicos.

CABO BLANCO: A verdadeira Pipeline, peruana, perfeito com 4 a 10 pés, localiza-se a 762 milhas ao norte de Lima, muito crowd.

ONDE FICAR: Punta Hermoza, localizada a apenas 60 km sul de Lima, área de veraneio e turismo é sua melhor opção de hospedagem e variedades de ondas: Silencio, Caballeros, Señoritas, Pico Alto, La Islã, Kontiki e Punta Rocas.

POUSADA LUISFER: Diária na alta estação Dezembro a Março US$ 16 dólares incluído as 3 refeições.

Eendereço: MZ. "L" LOTE 13, MIRAMAR – PUNTA HERMOZA- LIMA-PERU

PERU Tel (511)430-7280 Fax – (511)441-1573 - att - Sr. Luisfer

O que levar: Uma 6,5 para os menores dias e uma 7,2 para os outros dias.

Obs: Para surfar Pico Alto (12 à 30 pés abrindo) é recomendado uma prancha maior com 9 à 10 pés.

Kelly Slater perde bateria para Taylor Knox e é eliminado em Jeffreys Bay

Eneacampeão do Circuito Mundial cai nas oitavas de final da quinta etapa


Ampliar FotoAgência/EFE

Kelly Slater para nas oitavas em J-Bay

O americano Taylor Knox surpreendeu Kelly Slater, nove vezes campeão mundial, e o eliminou nas oitavas de final da etapa de Jeffreys Bay, África do Sul, na manhã desta quarta-feira. Com ondas bem menores do que na terça, Kelly não conseguiu repetir seu grande desempenho da fase anterior, quando conseguiu quatro notas na casa dos 9. Desta vez, a melhor das cinco ondas rendeu apenas um 3,77.

Slater saiu muito irritado do mar. Ao chegar na área reservada aos surfistas, jogou a prancha no chão e deu socos na banheira de hidromassagem. Educadamente, pediu para não dar entrevistas. O desapontamento do atual vencedor de Jeffreys Bay contrastava com o sorriso de Knox que, aos 38 anos, é o único surfista do Circuito Mundial mais velho que Slater.

Com uma nota 8,00 e outra 4,57, Knox bateu o maior surfista do mundo. Que, para ele, pode ser chamado simplesmente de ex-companheiro de quarto.

- Quando estou no mar não penso em quem é o meu adversário, só quero vencer. Mas é uma sensação estranha ganhar dele, porque somos amigos há mais de 20 anos. Ao mesmo tempo, ele é provavelmente o maior surfista de todos os tempos e um resultado como esse é sempre bom - afirmou Knox ao GLOBOESPORTE.COM.

Confira os resultados das oitavas de final:

1. Kai Otton AUS 14,60 x 10,17 CJ Hobgood EUA
2. Dean Morrison AUS 17,63 x 11,57 Nathaniel Curran EUA
3. Bobby Martinez EUA 15,00 x 12,50 Ben Dunn AUS
4. Joel Parkinson AUS 18,50 x 12,33 Kieren Perrow AUS
5. Sean Holmes AFS 15,50 x 13,57 Mick Campbell AUS
6. Dane Reynolds EUA 15,66 x 10,83 Michel Bourez TAH
7. Taylor Knox EUA 12,57 x 6,04 Kelly Slater EUA
8. Damien Hobgood EUA 13,60 x 12,97 Bede Durbidge AUS

Veja as baterias das quartas de final:

1. Kai Otton AUS x Dean Morrison AUS
2. Bobby Martinez EUA x Joel Parkinson AUS

3. Sean Holmes AFS x Dane Reynolds EUA

4. Taylor Knox EUA x Damien Hobgood EUA

terça-feira, 11 de agosto de 2009

ESSA É A NOSSA JOACA

História da praia da Joaquina

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Foto: André Freysleben

JOAQUINA
Por: Marcos Bicudo (Revista inside 1987.)


Dizem os sábios e estudiosos que as lendas, mitologias e suas crenças, explicam um pouco da evolução humana.
Dizem as rendeiras - habitantes do retiro da lagoa-, que por volta do ano de 1850, havia uma rendeira (como toda a mulher que se preze, naquela região) de nome Joaquina. Ela tinha por habito fazer suas rendas na ultima pedra do costão daquela praia deserta (e sem nome). Então levava para lá suas rendas - ela com o seu vestido de renda -, seus bilros, suas anáguas e ficava lá, horas e horas...
Até que um dia, Joaquina (desligada pela magia do lugar), ficou com suas rendas, o dia todo até a noite chegar. Naturalmente sem se perceber que a maré, a cada minuto, subia. Chegando cada vez mais perto dela.
Aí então veio uma onda, e carregou Joaquina - cheia de rendas, que possibilitavam a flutuação na água - mar adentro, até desaparecer.
Dizem as rendeiras...

Situada a 17 quilômetros do centro de Florianópolis, a Joaquina, sem sombra de dúvidas, é a praia mais famosa da ilha. No meio deste "pedacinho de terra perdido no mar", está um lugar que exerce um fascínio intenso - e perpétuo (ao que parece) - nas cabeças das pessoas. Pois desde as curvas e descidas da lagoa, a áurea e a magia do lugar, impulsionam a todos escolher - eleger - aquela enorme, e no entanto minúscula praia, como a cor preferida.
Antagonismos deixados de lado, o fato é que sempre, através dos anos, aquela estreita faixa da Joaquina é freqüentada por todos, conceituando-a como a praia da moda.
Desde o tempo em que sua única construção era o barraco do Maurílio, da época em que os carros estacionavam na praia, contrastando com o visual agressivo, e ainda virgem. Tempo das casas de Valter Vanderley - no canto esquerdo, em cima das pedras - , de Beto Stodiek - aquele que era o caminho da Joaca, ali no retiro da lagoa - que foi construída no século passado.
Fica difícil, pra nós, mencionar todos os fatos, indicar os pioneiros e etc... Principalmente por que estamos falando de uma das coisas mais sagradas desta terra. De um verdadeiro patrimônio de todos. No entanto, revolver conceitos e reviver situações é a nossa obrigação.


LEMBRANÇAS

Antes, há muito tempo atrás, não havia estrada para a praia da Joaquina. O acesso à praia terminava (ou começava), logo depois da ponte da lagoa. Então se parava o carro e ia-se andando, pela lagoa - inicialmente - e depois dunas adentro.
Histórias de conhecidos meus, que acampavam na Joaca, durante os finais de semana eram freqüentes, pernoitavam e ficavam dois dias lá, sozinhos, num paraíso que ainda daria muito que falar.
Tempo do bar do Chico, o mais famoso bar de Florianópolis de todos os tempos, desde a época em que era apenas um caixotão - ajudado a levantar por freqüentadores assíduos -, sempre acompanhando as mutações do lugar, fazendo parte, sem sombra de dúvidas, do cenário da praia. O bar ia aumentando, a Joaquina sendo descoberta. Memoriáveis porres, ilustres pessoas - que vaiavam de celebridades à mendigos, de políticos a jogadores de futebol, de mulheres a crianças, todos uníssonos ao proclamar aquele bar como parte da praia. Mas o Chico se foi, e a Joaquina não...
Tempo em que o único hotel era o Joaquina Beach, de propriedade de Manoel Menezes. Praia que foi responsável pelo aparecimento de muita gente, de muitas modas e principalmente, de um esporte solitário e fascinante, marginalizado e idolatrado; portanto dualísticamente perfeito.


O APARECIMENTO

Segundo André Lenzi, um dos mais antigos - da nova geração - freqüentadores da Joaca, o primeiro surfista que ele viu surfar foi o Celso Ramos, sozinho lá dentro do mar, num dia de ondas grandes. Ele juntamente com Betinho Rodrigues, Minho Ramos, Geraldo Correa, Eduardo Collaço, Ricardo schoreder e outros, foram os precursores deste esporte aqui em Florianópolis. Época em que se começava a entender a necessidade de se aproveitar melhor as ondas.
Em 1974, mais ou menos no meio do ano, aconteceu na Joaquina o primeiro campeonato de surf, o PIU SURFBOARDS - que levava o nome de um carioca que arrepiava nas ondas do sul, naquela época, o Paulinho Piu. Para se ter Idea de como o surf não atraia ninguém, o evento rolou no meio da praia, só com os competidores (uns quinze) e os juízes e organizadores. No canto esquerdo, centenas de pessoas nem ligavam para o campeonato. Ricardo schoreder foi o campeão na sênior, ficando para ciso o primeiro lugar na júnior.
Dois anos depois, em 1976, acontecia o primeiro festival de surf, aqui em Florianópolis, com centenas de pessoas e um enorme numero de surfistas (até de outros estados) invadindo a Joaquina, era o I ROCK, SURF E BROTOS, organizado por Cacau Menezes. Além dos shows que rolavam depois do campeonato, dos novos nomes na água, este evento marcou uma época na história da praia. Sim, na entrega de prêmios, com a Joaca lotada e a presença de toda a imprensa local, Cacau Menezes fez o prefeito da capital, Esperidião Amim (ainda muito barbudo e cabeludo) prometer, na frente de todos, a pavimentação da estrada da Joaca. O negócio estava começando a esquentar...

SURGE

Logo após a realização do I Rock, Surf e Brotos, que teve como campeão, na categoria sênior, o Joinvillese Caxito, surgia uma nova geração de surfistas da Joaquina, e nascia forte, tanto que o vencedor, foi Marcelo Pereira Oliveira, o Bichinho.
Nomes como, Rubens Pereira, o Bita, Flávio Boabaid, Alexandre Fontes, Ricardo Pereira, Ronaldo Lobato, o próprio Bichinho e outros, juntavam-se as expressões de porte como Ciso, Tolo, gigante, Toro, Gênio, etc...E foram surgindo mais nomes eclodindo mais campeonatos.


EVOLUÇÃO

A partir de 1978, os campeonatos de surf tornaram-se constantes na Joaca. Eventos locais, como o primaverão, vencido por Bita e o Diretur, vencido por Flávio Boabaid, e interestaduais como o torneio RBS - Sulbrasileiro de surf, organizado por Sérgio Entres e Roberto Lima, este um garoto que ainda daria muito que falar na história da praia.
Depois deste Sulbrasileiro - que foi em 79 -, outro campeonato Sulbrasileiro - agora em duplas - movimentos a praia da Joaquina. Quando falamos em movimentou é para o leitor ter uma idea de um grande acumulo de gente mesmo. Pois naquela - com menos turistas - o Sábado e o Domingo também eram muito cheios.
Neste campeonato, além de marcar o início de uma nova década, revelaram-se para Santa Catarina, gratas surpresas, como por exemplo, o surfista de Balneário Camburiú, Bilo que quase ganho o campeonato sozinho, pois seu companheiro de dupla Neo, só surfava bem em Caburiú, na final deu quem? Caxito e Gugi, é claro, os dois ganharam tudo nessa época.
Também foi neste ano, 1980, que foi criada a Associação Catarinense de Surf, com três etapas pelas praias de Santa Catarina. A primeira foi realizada na Joaquina e quem venceu foi Roberto Lima. A importância da etapa de Florianópolis, sempre na Joaca, estava estampada na visão dos organizadores que sempre, a partir deste ano, começavam e terminavam o circuito na Joaca. época dos campeonatos de Edson Costa, o popular Dedinho, que com seus Primaverões e Floripões, ajudaram e muito no desenvolvimento do Surf Catarinense.
Ficou para 1982, o campeonato Catarinense de estreantes, evento que se realizara pela ultima vez em 1977, quando foi vencido por Álvaro Pereira, irmão do Bichinho. Com um dos melhores mares de campeonato, o Catarinense de estreantes foi vencido por Marcelo César, que juntamente que juntamente com seu Eduardo que ficou em terceiro.
E dá-lhe campeonatos, nomes, revelações. Como o 3º Atlântida FM de Surf, num mar de 8' pés vencido pelo Florianópolitano, Zeno Brito, apontado por todos como "o Rei da Joaca" aquele que há tantos anos pega, e bem todos os dias bons na Joaca.
Muita gente desinformada pode se perguntar porque a Joaquina é sempre o palco dos grandes campeonatos de surf, já que a ilha tem mais de 20 praias surfáveis. Flávio Boabaid, organizador de eventos e dono da Máster Promoções explica: "A Joaquina é uma das melhores do Brasil para se fazer campeonatos. As ondas estão sempre lá, sempre exibindo uma constância impressionante".
E com todos esses elementos (gente para competir, gente para organizar e, o que cada vez mais acontecia, gente para apreciar), a engrenagem estava montada...


OS RACIONAIS

A partir de 1982 o surf Brasileiro ficou, praticamente, sem campeonatos representativos, eventos importantes e determinantes no cenário nacional. Com o término do Waimea 5000 - realizado no Rio de Janeiro -, e que fazia parte do ranking mundial -, a única opção dos surfistas era o Campeonato Brasileiro em Ubatuba, em Julho. Assim sendo, Flávio Boabaid, Roberto Perdigão e Arnaldo Spyder, resolveram fazer um campeonato mundial aqui no sul, na praia da Joaquina.
Naquela época, a Idea de um campeonato nacional em Florianópolis, não convenceu muito os surfistas de outros estados; desacreditados que estava com o surf Brasileiro.
Mas o I Olympikus saiu - e foi um sucesso. A Joaquina - com muita gente presenciou seu primeiro grande campeonato nacional, com surfistas de todo o país, o mais importante, com toda a imprensa divulgando o nome de uma praia que já começava a ficar conhecida e procurada além das fronteiras Catarinenses.
O vencedor do campeonato foi Luís Neguinho, um santista recém-saído do exército, e que impressionou a todos os presentes com um surf radicalíssimo. O melhor catarinense classificado foi o Davisinho, ficando em terceiro lugar.
No ano seguinte, em 1983, os surfistas que voltaram a Joaca para correr o II Olympikus, já encontraram uma praia diferente. Se o palanque continuava minúsculo, as novas construções como o Cris hotel, o aumento considerável de concorrentes no campeonato e as dificuldades de se encontrar uma casa para alugar nas proximidades, não deixavam dúvidas, o paraíso começava a ser invadido.
Dentro d'água grandes revelações, como por exemplo, o carioca Dada Figeredo que, com um surf muito solto e com linhas moderníssimas, tornava-se, a medida que a competição ia chegando ao seu final, um dos favoritos ao título, porém Dada esbarrou em Bita, um surfista local da Joaquina, que estraçalhou nas pequenas esquerdas que rolavam entre a pedra careca e o costão.
E o campeonato terminou. Muita gente já não voltava mais para os seus estados, ficavam aqui, curtindo um pouco daquele mágico canto esquerdo, que apesar de tudo, continuava lá, inalterado.


INVADIDA

1985, eis que a Olympikus saiu do mercado do surf, ou melhor, do mercado em geral, e anuncia que não ai patrocinar mais nenhum campeonato. Momentaneamente, na cabeça dos organizadores, a Idea do desmoronamento de um projeto que já havia dado certo, transformar a Joaquina, no maior palco do surf brasileiro pesou na cabeça, mas por pouco tempo.
Pois a OP - Ocean Pacific - resolveu bancar o evento, assegurando-lhe todos os seus prêmios, melhorando-os e cobrindo o campeonato.
Melhor ainda para o surf brasileiro, que assim via, no conhecido mês de Janeiro, um festival nunca antes visto aqui no Brasil. Redundâncias a parte, o OP PRO, transformou a já famosa Joaca, num verdadeiro pesadelo. Aonde para se chegar na praia, depois das nove e pouco da manhã tinha que esperar numa enorme fila, que vinha desde a lagoa (não era lá que terminava o acesso à Joaquina?).
Fora isto, o cada vez maior apoio do governo, interessado num esporte que já trazia bons frutos, não só para Florianópolis, mas também ao estado. Apoio este que se traduziu em presença, literal, como as constantes visitas, durante o campeonato, do Governador de Santa Catarina e do Prefeito de Florianópolis.
No surf, mais uma vitória do Santista Picuruta Salazar, que assim firmava-se como o maior surfista brasileiro da época.
Com cada vez maior numero de revistas e jornais especializados, bem como o interesse de todas as publicações do Brasil - Veja, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, manchete e etc...- o OP PRO tornou-se marca registrada do verão Catarinense.
No ano seguinte, todos esperavam o OP PRO, com igual ansiedade. Os surfistas, pelos prêmios milionários e pelo reconhecimento óbvio do melhor surfista Brasileiro. Para os turistas a certeza de verem muita gente bonita, com seus fios dentais e suas pranchas, coadjuvando um cenário almejado por todos: a praia da moda.
Com quase 800 inscritos ( o maior campeonato em termos de atletas do mundo), o II OP PRO teve, pela primeira vez, um campeão Catarinense, muito acostumado com aquelas pequenas ondas que rolavam: Davi Husadel, 23 anos, natural de Balneário Camboriú, há 6 anos residindo em Florianópolis, ganhava, além de 30 milhões de cruzeiros, uma passagem para a Austrália. Na categoria amador, também tivemos um catarinense brilhando: Teco Padaratz, com apenas 15 anos, ficou com o vice campeonato.
Mas é claro, depois do campeonato a Joaquina continuava a todo o vapor, com lojas e bares proliferando, com o estacionamento, começando a invadir as dunas, aumentando cada vez mais para os lados.
Para os habituais freqüentadores, moradores da ilha ou não, a eminência do pesadelo do "não dá mais pra ir à Joaquina no verão" havia se consumado, como consolo ainda sobrava o resto do ano, no inverno...


THE WORLD

Acostumados a presenciar, no mês de Setembro, uma Joaquina vazia, com no máximo, uns cinqüenta gatos pingados na praia, os Florianópolitanos simplesmente não acreditavam no que viam, durante a semana muita gente e no final de semana... Era o HANG LOOSE PRO CONTEST, etapa válida para o circuito mundial do qual o Brasil esteve ausente por 5 anos.
Verdadeiros heróis deste esporte, alguns nunca tinham pisado em terras Brasileiras, a emoção de velos surfar na Joaca não cabe aqui, em sumárias linhas. Mitos como: Shaun Tonsom, Mark Richards, cheyne Horan, Wayne Rabbit, Mark Occhilupo, Barton Lynch, Tom Carol, Brad Gerlach e outros, transformaram um antigo sonho, de muitos, numa alegre realidade.
E a Joaquina, como que se quisesse recepcionar bem os convidados, tão longamente esperados, se mostrou impecável. Com um mar alucinante (ondas de 8' pés), um tempo incrivelmente aberto e quente, e um público ávido, o campeonato foi um sucesso mais do que esperado.
Realmente, apesar das previsões dos organizadores, o que se viu, principalmente no final de semana, foi uma coisa de louco, quase 20 mil pessoas se acotovelaram na praia e outras tantas tentavam chegar na Joaquina, tentavam, pois o transito, o engarrafamento não deixava, para se ter uma idéia, o governador do estado, Esperidião Amim, teve que chegar de Helicóptero!!! Fora o trânsito no final do campeonato, que fez com que os carros só conseguissem sair da Joaca às 9 da noite, uma praia que se transformou num caos, sem comida e sem bebida.
Na água uma surpresa, o Australiano Dave Macaulay eliminou o brasileiro Sérgio Noronha, que brilhou no Hang Loose, Hans Hedemann, e na final o australiano Mark Occhilupo, ficando com o primeiro lugar

Andy Irons (HAV)


Andy Irons (HAV)
Data de nascimento: 24/07/1978 Local: Hanalei, Kauai, Havaí Peso: 72kg Altura: 1,83m Shapers: Jason Stevenson, James Cheal e Eric Arakawa Apelido AI ou o Messias Alinhamento: regular Pranchas utilizadas: de 6’2 a 6’6 Ondas preferidas: Pinetrees e Backdoor, no Havaí Manobras preferidas: tubos

HISTÓRICO VITÓRIAS
Anos no WCT: 2008 é sua 11ª temporada
Posição mais alta no Ranking WCT: 1ª em 2002, 2003 e 2004
Anos no WQS: competiu todo o Circuito de 1995 a 1997. Depois, só algumas etapas
Posição mais alta no Ranking WQS: 2º em 2000
Surfista local de Kauai, Andy Irons é um dos principais representantes do surfe radical. Seus aéreos passaram a ser referência de modernidade nas ondas. Tamanha característica lhe valeu três títulos mundiais, de 2002 a 2004. Irons é também a maior motivação de Kelly Slater. Afinal, quando o americano voltou às competições, em 2002, teve de ver o rival subir ao lugar mais alto do pódio na maioria das etapas. Em 2005, perdeu o título para Slater, na etapa do Brasil. Mas o havaiano deu o troco: venceu a Tríplice Coroa havaiana no mês seguinte. Em 2005, a história se repetiu: Slater sagrou-se octa em Mundaka. Duas etapas depois, lá em Pipeline, Andy virou na bateria final. No ano passado, venceu a etapa Search nos tubos perfeitos de Arica, no Chile. Mas, depois de sair fora da luta pelo título mundial, desistiu de disputar a etapa do Brasil para se casa com a namorada, Lyndie. Terminou o ano na sexta colocação.

Altas gatas prestigiam evento em Stella Maris (BA)






Gatinhas curtem sol baiano em Salvador

Foto: Rodrigo Mesquita


A mulherada apareceu em peso no último final de semana (8 e 9/8) na praia de Stella Maris, Salvador (BA), para acompanhar de perto os atletas que disputavam a sétima etapa do Circuito Nordestino Profissional.

Enquanto a ação rolava solta dentro da água e Bino Lopes levantava o troféu, nas areias, as meninas exibiam seus belos corpos em pequenos biquínis.

Circuito Ubatuba de Surf 2009 chega a 32 edição









Jomar, Beto, Marinho(PMU),Paulo Motta (AUS) - Foto: AUSA Associação Ubatuba de Surf e a Prefeitura Municipal de Ubatuba se reuniram nessa segunda para iniciar as ações para a realização do Circuito Ubatuba de Surf, que chega a sua 32ª edição.

O Circuito é o maior do pais, com média de 120 atletas divididos em 15 categorias que contemplam atletas em formação, profissionais consagrados e veteranos que contribuiram para o surf evoluir no municipio.

Estiveram presentes pela AUS, Paulo Motta e Nei, Presidente e Diretor Executivo, pela Prefeitura Beto (Secretario de Esportes) e Maurinho, (Assessor de Governo) que traçaram metas para a realização do evento em 2009.

A Prefeitura de Ubatuba é a principal patrocinadora financeira do evento, através de convênio com a AUS é feito repasse de verba para o Circuito Ubatuba, que é administrada pela Associação Ubatuba de Surf e aplicada em estrutura e outros itens necessários para a execução do mesmo.

Além da Prefeitura o evento conta com apoio de empresas de Ubatuba e surfwears, o empresário Jomar esteve presente na reunião e se mostrou interessado em investir no circuito.

A transmissão ao vivo pela internet das etapas serão mantidas, fato importante para a divulgação do evento e da cidade de Ubatuba, segundo Paulo Motta, "A internet leva o circuito a vários cantos do pais e do mundo, isso possibilita que os atletas tenham uma visibilidade positiva em suas carreiras".

Motta aproveitou a oportunidade e entregou a Maurinho a carteira de sócio vitalicio, Maurinho é um dos personagens que muito tem contribuido pelo surf nos últimos anos, além de ser pai da atleta Leticia Freitas, que vem se destacando nas competições.

Surf na Praia da Vila





Irmãos Padaratz levam filosofia do surfe a jovens

A ação esteve integrada à campanha Crack, Nem Pensar, do Grupo RBS. Foto:Divulgação

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Teco Padaratz, falando sobre surf e ação social na cidade do Surf.

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Cidade do Surf ficou voltada para as ações sociais. Vinte e três jovens, entre 13 e 24 anos, da entidade Centro Cultural Escrava Anastácia participaram de um bate-papo e de uma expression session de surfe com Teco e Neco Padaratz, na Praia da Vila, em Imbituba.

Por meio do esporte e da cultura, a entidade de Florianópolis promove a ressocialização de adolescentes, das comunidades Chico Mendes, Novo Horizonte e Alto da Caieira, que tiveram problemas com drogas e que fazem parte do projeto Procurando o Caminho. A ação está integrada à campanha “Crack, Nem Pensar”, do Grupo RBS.

A valorização do esporte

Antes de cair na água, os irmãos Padaratz, o surfista Guga Arruda, e Xandi Fontes, diretor de prova da etapa brasileira do Mundial, conversaram com os jovens. Teco destacou a importância do surfe em sua vida e afirmou que o “mar ensina todo dia”.

— O surfe reúne todas as emoções que precisamos na vida: vitória, derrota e adrenalina. Quando se entra na água, esquecemos todos os problemas. Isso não significa que temos que deixá-los de lado, mas nos dá gás para enfrentá-los — falou Teco.

Já Xandi Fontes ressaltou que o esporte tornou todos os seus sonhos possíveis:

— Eu tenho orgulho de ser surfista, porque é um esporte que passa o bem. Conheci o mundo inteiro, meus ídolos se tornaram meus amigos e tive um bom retorno financeiro. Tudo foi possível com o surfe.

Neco fala de força de vontade

O catarinense Neco Padaratz encerrou o bate-papo afirmando que força de vontade é essencial para quem procura no esporte a reabilitação e novas conquistas na vida. O atleta natural de Blumenau, de 32 anos, foi bicampeão do WQS, o circuito de acesso ao ASP World Tour, em 2003 e 2004, igualando os dois títulos mundiais do irmão Teco. Neco retornou às competições no mês de março, após se recuperar de uma lesão nas costas. Em 2005, também teve que ficar afastado das competições por conta de uma suspensão após ser pego no antidoping.

— Pelo que vocês já passaram, não pensem que são os únicos. Muita gente no mundo já passou por isso. Mas, se vocês querem dar a volta por cima e serem campeões, pode acontecer amanhã. Para isso, só é preciso prática e força de vontade.

— O maior desafio é fazer o pai e a mãe acreditar que o que você está fazendo saindo de casa vai te ajudar a construir um futuro —

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Kelly Slater comanda circuito mundial “rebelde”

O nove vezes campeão mundial Kelly Slater está a frente de um projeto para criar um novo circuito profissional de surf, que já teria início no ano que vem, com ou sem apoio dos patrocinadores e administradores do surf.

O possível novo campeonato mundial tem o potencial de afetar os direitos de transmissão atuais, patrocínios e publicidades, além de catapultar os ganhos e premiações dos melhores surfistas do mundo.

O empresário de Slater, Terry Hardy e o ex-promotor de boxe, Matt Tinley, estão por trás do circuito rebelde e, a princípio, já têm um acordo com a rede de televisão ESPN, para que faça a cobertura oficial do evento e ainda dizem ter capital suficiente para manter o tour ao longo do ano sem o patrocínio da indústria do surf e nem mesmo da ASP.

Rumores no mundo do surfe dizem que os líderes do tour contrataram uma equipe de advogados para enfrentar os impasses com a ASP e que nem Hardy, nem a Quiksilver dos EUA estão se pronunciando sobre o fato, que somente será divulgado em uma nota pública, em breve. Além disso, Slater e McNight estariam investindo pesado nos surfistas “rebeldes”.

"Em um ano, há uma possibilidade de haver dois campeões mundiais, mas, obviamente, esse não é o que nós queremos que aconteça", disse Rod Brooks, diretor de eventos internacionais da Quiksilver. A marca, patrocinadora do 9x Slater, tem estado envolvida, nos últimos meses, no desenvolvimento do tour rebelde.

No início deste mês o produtor executivo da empresa, Bob McKnight convocou líderes de outras marcas para encontrarem-se com Hardy na Califórnia, para serem informados tour rebelde e convidados a participar. De acordo com vários relatórios, Hardy disse na reunião que o circuito iria acontecer mesmo se eles não o apoiassem.

Uma coisa é certa: circuito rebelde será composto por 16 surfistas (oito permanentes e oito wildcards), em oito eventos executados durante cinco meses, a partir do segundo semestre no ano que vem.

Cada etapa terá um prêmio de 1 milhão e meio de dólares, um enorme aumento para aqueles sortudos que integrarem o circuito – as maiores etapas existentes na ASP World Tour têm apenas 340 mil dólares de premiação, que são divididos entre os 45 atletas.

Representantes do sindicato pró-surfistas, World Professional Surfers, Hardy também se reuniram em Los Angeles esta semana. O WPS é parcialmente financiado pelo empresário britânico Greville Mitchell, que não retornaram e-mails ou chamadas do The Australian quanto a aparente concordância entre surfistas e Hardy.

Rod Brooks diz que o papel da quiksilver tem sido muito mal interpretado, afirmando que a gigante do surf não quer controlar o esporte e que sempre deu e ainda dá total apoio à ASP, mas que chegou a hora de elevar o surf competição a um novo patamar, principalmente nos Estados Unidos.


ASP x ESPN

ASP World Tour

Eventos: 10, de fevereiro a dezembro
Participantes: 45
Premiação por evento: USD 340.000,00
Prêmio mínimo em dinheiro: USD 4.700,00
Vencedor da etapa: USD 40.000,00
Cobertura da TV: notícias diárias e boletins em canais sobre esportes
Internet: transmissão via diversos sites especializados e de patrocinadores das etapas

Circuito “Rebelde” com a ESPN

Eventos: 8, de maio a setembro
Participantes: 16
Premiação por evento: USD 1.5 milhões
Prêmio mínimo em dinheiro: USD 40.000,00
Vencedor da etapa: Desconhecido
Cobertura da TV: programas agendados em horário nobre em canal pay-per-view da ESPN
Internet: transmissão a partir de um único site


ISA Games - Brasil luta pelo ouro na Costa Rica



Em Playa Hermosa, Jaco, Costa Rica, no quarto dia do Billabong ISA World Surfing Games, Jogos Mundiais de Surf, em bateria vencida pelo brasileiro Miguel Pupo, o australiano Matt Bemrose coadjuvou e Roy Powers, do Havaí, foi baixa definitiva.

Quem também teve uma boa terça-feira foi Bárbara Muller, a dupla de Pupo, classificada entre os quatro brazucas no dia em que Gabriel Medina não competiu. Krystian Kymmerson e Marco Fernandez foram eliminados definitivamente.

Nosso destaque masculino na repescagem foi Miguel Pupo, avançando duas fases e já no sexto round em que aguarda com o recordista do dia, o italiano Federico Pilurzu, mais dois oponentes descerem da fase principal, onde o Brasil tem Gabriel Medina, paulista que, provavelmente quinta-feira, abrirá o quarto round frente ao havaiano Centeio, ao neozelandês Jay Quinn e a Dayan Neve, da Austrália.

A terça-feira no ISA Billabong Games, em Jaco, foi dia de Pupo e Pilurzu garantirem nome e sobrenome na lista das dez melhores médias. Nela o “ítalo-costarriquenho” tem duas notas superiores a oito pontos, sendo uma os mesmos oito pontos e meio que foram a melhor do brazuca Pupo, um dos seus próximos três oponentes.

Em dia de empate com 14 pontos na quinta repescagem feminina, a havaiana Nage Melamed e a catarinense Bárbara Muller se mantiveram com chances da irem para a final, também disputada por Sofia Mulanovich, a peruana ex-campeã do WCT e dona de ouro nos Jogos Mundiais de Surf da ISA.

Finalmente, a quarta-feira vai encerrar à expectativa pela estréia da modalidade Longboard, e o primeiro dos dois brazucas a estrear é seu campeão júnior 2008, o pernambucano Rafael Cavalcanti, abrindo o dia encarando o irlandês John McCurry e Francisco Hernandez, da Venezuela. Ambos os países são também dos adversários de Gabriel Nascimento, carioca ainda júnior que fecha na bateria dezesseis ao enfrentar Emmet O'Dohert , da Irlanda, e o venezuelano Ronald Reyes.

Com todas as seleções tendo sofrido alguma perda definitiva, os Estados Unidos tiveram na repescagem um único atleta eliminado, o jovem Nat Young, e empata com a Austrália, de baixa definitiva no mesmo quarteto masculino, porém tendo ameaçados três nomes na repescagem, entre eles Samanta Cornish, adversária da brasileira Bárbara Muller.

A boa performance da anfitriã Costa Rica, lhe garante terceiro lugar que não tem diferença real para o quarto dos havaianos e com o quinto do Brasil, por enquanto.

Ranking atual até quinta seleção:

1º - Austrália e Estados Unidos – 19.080 pontos
3º - Costa Rica – 16.970 pontos
4º - Hawai – 16.960 pontos
5º -
Brasil – 15.640 pontos

Seleção brasileira Mundiais de Surf da Internacional Surfing Association

Open Masculino
Kristyan Kymerson (ES), Marco Fernandez (BA), Miguel Pupo e Gabriel Medina (SP)

Open Feminino
Estefany Freitas (CE) e Bárbara Muller (SC)

Longboard,
Gabriel Nascimento (RJ) e Rafael Cavalcanti (PE)

Técnico
Otoney Xavier (SC)

Chefe da delegação
Juca de Barros (PR)