
O nove vezes campeão mundial Kelly Slater está a frente de um projeto para criar um novo circuito profissional de surf, que já teria início no ano que vem, com ou sem apoio dos patrocinadores e administradores do surf.
O possível novo campeonato mundial tem o potencial de afetar os direitos de transmissão atuais, patrocínios e publicidades, além de catapultar os ganhos e premiações dos melhores surfistas do mundo.
O empresário de Slater, Terry Hardy e o ex-promotor de boxe, Matt Tinley, estão por trás do circuito rebelde e, a princípio, já têm um acordo com a rede de televisão ESPN, para que faça a cobertura oficial do evento e ainda dizem ter capital suficiente para manter o tour ao longo do ano sem o patrocínio da indústria do surf e nem mesmo da ASP.
Rumores no mundo do surfe dizem que os líderes do tour contrataram uma equipe de advogados para enfrentar os impasses com a ASP e que nem Hardy, nem a Quiksilver dos EUA estão se pronunciando sobre o fato, que somente será divulgado em uma nota pública, em breve. Além disso, Slater e McNight estariam investindo pesado nos surfistas “rebeldes”.
"Em um ano, há uma possibilidade de haver dois campeões mundiais, mas, obviamente, esse não é o que nós queremos que aconteça", disse Rod Brooks, diretor de eventos internacionais da Quiksilver. A marca, patrocinadora do 9x Slater, tem estado envolvida, nos últimos meses, no desenvolvimento do tour rebelde.
No início deste mês o produtor executivo da empresa, Bob McKnight convocou líderes de outras marcas para encontrarem-se com Hardy na Califórnia, para serem informados tour rebelde e convidados a participar. De acordo com vários relatórios, Hardy disse na reunião que o circuito iria acontecer mesmo se eles não o apoiassem.
Uma coisa é certa: circuito rebelde será composto por 16 surfistas (oito permanentes e oito wildcards), em oito eventos executados durante cinco meses, a partir do segundo semestre no ano que vem.
Cada etapa terá um prêmio de 1 milhão e meio de dólares, um enorme aumento para aqueles sortudos que integrarem o circuito – as maiores etapas existentes na ASP World Tour têm apenas 340 mil dólares de premiação, que são divididos entre os 45 atletas.
Representantes do sindicato pró-surfistas, World Professional Surfers, Hardy também se reuniram em Los Angeles esta semana. O WPS é parcialmente financiado pelo empresário britânico Greville Mitchell, que não retornaram e-mails ou chamadas do The Australian quanto a aparente concordância entre surfistas e Hardy.
Rod Brooks diz que o papel da quiksilver tem sido muito mal interpretado, afirmando que a gigante do surf não quer controlar o esporte e que sempre deu e ainda dá total apoio à ASP, mas que chegou a hora de elevar o surf competição a um novo patamar, principalmente nos Estados Unidos.
ASP x ESPN
ASP World Tour
Eventos: 10, de fevereiro a dezembro
Participantes: 45
Premiação por evento: USD 340.000,00
Prêmio mínimo em dinheiro: USD 4.700,00
Vencedor da etapa: USD 40.000,00
Cobertura da TV: notícias diárias e boletins em canais sobre esportes
Internet: transmissão via diversos sites especializados e de patrocinadores das etapas
Circuito “Rebelde” com a ESPN
Eventos: 8, de maio a setembro
Participantes: 16
Premiação por evento: USD 1.5 milhões
Prêmio mínimo em dinheiro: USD 40.000,00
Vencedor da etapa: Desconhecido
Cobertura da TV: programas agendados em horário nobre em canal pay-per-view da ESPN
Internet: transmissão a partir de um único site
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