quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Kelly Slater comanda circuito mundial “rebelde”

O nove vezes campeão mundial Kelly Slater está a frente de um projeto para criar um novo circuito profissional de surf, que já teria início no ano que vem, com ou sem apoio dos patrocinadores e administradores do surf.

O possível novo campeonato mundial tem o potencial de afetar os direitos de transmissão atuais, patrocínios e publicidades, além de catapultar os ganhos e premiações dos melhores surfistas do mundo.

O empresário de Slater, Terry Hardy e o ex-promotor de boxe, Matt Tinley, estão por trás do circuito rebelde e, a princípio, já têm um acordo com a rede de televisão ESPN, para que faça a cobertura oficial do evento e ainda dizem ter capital suficiente para manter o tour ao longo do ano sem o patrocínio da indústria do surf e nem mesmo da ASP.

Rumores no mundo do surfe dizem que os líderes do tour contrataram uma equipe de advogados para enfrentar os impasses com a ASP e que nem Hardy, nem a Quiksilver dos EUA estão se pronunciando sobre o fato, que somente será divulgado em uma nota pública, em breve. Além disso, Slater e McNight estariam investindo pesado nos surfistas “rebeldes”.

"Em um ano, há uma possibilidade de haver dois campeões mundiais, mas, obviamente, esse não é o que nós queremos que aconteça", disse Rod Brooks, diretor de eventos internacionais da Quiksilver. A marca, patrocinadora do 9x Slater, tem estado envolvida, nos últimos meses, no desenvolvimento do tour rebelde.

No início deste mês o produtor executivo da empresa, Bob McKnight convocou líderes de outras marcas para encontrarem-se com Hardy na Califórnia, para serem informados tour rebelde e convidados a participar. De acordo com vários relatórios, Hardy disse na reunião que o circuito iria acontecer mesmo se eles não o apoiassem.

Uma coisa é certa: circuito rebelde será composto por 16 surfistas (oito permanentes e oito wildcards), em oito eventos executados durante cinco meses, a partir do segundo semestre no ano que vem.

Cada etapa terá um prêmio de 1 milhão e meio de dólares, um enorme aumento para aqueles sortudos que integrarem o circuito – as maiores etapas existentes na ASP World Tour têm apenas 340 mil dólares de premiação, que são divididos entre os 45 atletas.

Representantes do sindicato pró-surfistas, World Professional Surfers, Hardy também se reuniram em Los Angeles esta semana. O WPS é parcialmente financiado pelo empresário britânico Greville Mitchell, que não retornaram e-mails ou chamadas do The Australian quanto a aparente concordância entre surfistas e Hardy.

Rod Brooks diz que o papel da quiksilver tem sido muito mal interpretado, afirmando que a gigante do surf não quer controlar o esporte e que sempre deu e ainda dá total apoio à ASP, mas que chegou a hora de elevar o surf competição a um novo patamar, principalmente nos Estados Unidos.


ASP x ESPN

ASP World Tour

Eventos: 10, de fevereiro a dezembro
Participantes: 45
Premiação por evento: USD 340.000,00
Prêmio mínimo em dinheiro: USD 4.700,00
Vencedor da etapa: USD 40.000,00
Cobertura da TV: notícias diárias e boletins em canais sobre esportes
Internet: transmissão via diversos sites especializados e de patrocinadores das etapas

Circuito “Rebelde” com a ESPN

Eventos: 8, de maio a setembro
Participantes: 16
Premiação por evento: USD 1.5 milhões
Prêmio mínimo em dinheiro: USD 40.000,00
Vencedor da etapa: Desconhecido
Cobertura da TV: programas agendados em horário nobre em canal pay-per-view da ESPN
Internet: transmissão a partir de um único site


ISA Games - Brasil luta pelo ouro na Costa Rica



Em Playa Hermosa, Jaco, Costa Rica, no quarto dia do Billabong ISA World Surfing Games, Jogos Mundiais de Surf, em bateria vencida pelo brasileiro Miguel Pupo, o australiano Matt Bemrose coadjuvou e Roy Powers, do Havaí, foi baixa definitiva.

Quem também teve uma boa terça-feira foi Bárbara Muller, a dupla de Pupo, classificada entre os quatro brazucas no dia em que Gabriel Medina não competiu. Krystian Kymmerson e Marco Fernandez foram eliminados definitivamente.

Nosso destaque masculino na repescagem foi Miguel Pupo, avançando duas fases e já no sexto round em que aguarda com o recordista do dia, o italiano Federico Pilurzu, mais dois oponentes descerem da fase principal, onde o Brasil tem Gabriel Medina, paulista que, provavelmente quinta-feira, abrirá o quarto round frente ao havaiano Centeio, ao neozelandês Jay Quinn e a Dayan Neve, da Austrália.

A terça-feira no ISA Billabong Games, em Jaco, foi dia de Pupo e Pilurzu garantirem nome e sobrenome na lista das dez melhores médias. Nela o “ítalo-costarriquenho” tem duas notas superiores a oito pontos, sendo uma os mesmos oito pontos e meio que foram a melhor do brazuca Pupo, um dos seus próximos três oponentes.

Em dia de empate com 14 pontos na quinta repescagem feminina, a havaiana Nage Melamed e a catarinense Bárbara Muller se mantiveram com chances da irem para a final, também disputada por Sofia Mulanovich, a peruana ex-campeã do WCT e dona de ouro nos Jogos Mundiais de Surf da ISA.

Finalmente, a quarta-feira vai encerrar à expectativa pela estréia da modalidade Longboard, e o primeiro dos dois brazucas a estrear é seu campeão júnior 2008, o pernambucano Rafael Cavalcanti, abrindo o dia encarando o irlandês John McCurry e Francisco Hernandez, da Venezuela. Ambos os países são também dos adversários de Gabriel Nascimento, carioca ainda júnior que fecha na bateria dezesseis ao enfrentar Emmet O'Dohert , da Irlanda, e o venezuelano Ronald Reyes.

Com todas as seleções tendo sofrido alguma perda definitiva, os Estados Unidos tiveram na repescagem um único atleta eliminado, o jovem Nat Young, e empata com a Austrália, de baixa definitiva no mesmo quarteto masculino, porém tendo ameaçados três nomes na repescagem, entre eles Samanta Cornish, adversária da brasileira Bárbara Muller.

A boa performance da anfitriã Costa Rica, lhe garante terceiro lugar que não tem diferença real para o quarto dos havaianos e com o quinto do Brasil, por enquanto.

Ranking atual até quinta seleção:

1º - Austrália e Estados Unidos – 19.080 pontos
3º - Costa Rica – 16.970 pontos
4º - Hawai – 16.960 pontos
5º -
Brasil – 15.640 pontos

Seleção brasileira Mundiais de Surf da Internacional Surfing Association

Open Masculino
Kristyan Kymerson (ES), Marco Fernandez (BA), Miguel Pupo e Gabriel Medina (SP)

Open Feminino
Estefany Freitas (CE) e Bárbara Muller (SC)

Longboard,
Gabriel Nascimento (RJ) e Rafael Cavalcanti (PE)

Técnico
Otoney Xavier (SC)

Chefe da delegação
Juca de Barros (PR)

WQS Inglaterra Guigui manda bem


Wiggolly Dantas faz bela estreia em Fistral Beach, Inglaterra. Foto arquivo: Aquashot / ASP Covered Images.

Atual campeão da etapa inglesa do WQS, o paulista Wiggolly Dantas fez uma bela estreia no Relentless Boardmasters 2009, etapa de nível 5 estrelas que rola em Fistral Beach, Inglaterra.

Sob chuva e em ondas consistentes de até 1 metro, foram disputadas as 16 baterias iniciais da primeira fase.

Destaque para a ótima performance de Guigui, autor de notas 7.60 e 6.73 na vitória sobre o israelense Omer Bar (2o), o inglês Chris Owen e o havaiano Cheyne Willis.

Ainda pela primeira rodada, o carioca Jorge Spanner totalizou 11.17 pontos para avançar atrás do espanhol Gony Zubizarreta, deixando para trás o francês Simon Marchand e o inglês Grishka Roberts.

Os franco-brasileiros Patrick Beven e Eric Rebiere também entraram em ação e fizeram bonito nas ondas de Fistral.

Patrick Beven rasga forte de backside para estrear com vitoria. Foto: Aquashot / Aspeurope.com.


Patrick obteve um total de 16.33 pontos para derrotar dois locais das Ilhas Reunião - Maxime Huscenot e Frederic Robin -, bem como o inglês Toby Donachie.

Já Rebiere descolou 13.43 pontos na vitória sobre o inglês Mark Harris, o espanhol Javier Rosino e o inglês Dean Winter.

O cearense Charlie Brown disputou a última bateria desta terça e foi eliminado pelo espanhol Medi Veminardi e o inglês Alan Stokes.

Faltam oito baterias para o término da primeira fase. O carioca Leo Neves e o baiano residente na Austrália André Teixeira estreiam somente na quarta-feira.

Um dos adversários de Leo é o alagoano Eduardo Fernandes, surfista que atualmente representa Portugal.

Relentless Boardmasters 2009

Primeira fase

17 Leonardo Neves (Bra), Eduardo Fernandes (Por), Alexander El Naib (Ale) e Eddie Wilson (Ing)
21 Hodei Collazo (Esp), Reubyn Ash (Ing), André Teixeira (Bra) e Josh Hugues (Ing)

Segunda fase

4 Stephen Michelsen (Afr), Ruben Gonzalez (Por), Eneko Acero (Esp) e Wiggolly Dantas (Bra)

6 Chad Du Toit (Afr), Jorge Spanner (Bra), Clancy Dawson (Aus) e Joan Duru (Fra)

Brasileiros voam no Chile


Guilherme Tâmega enfrenta seu pupilo Francirley Ferreira. Foto: Fabrício Alabarce.

Nesta quarta-feira (5/8), os brasileiros ditaram o ritmo do Arica Chilean Challenge, quinta etapa do mundial IBA (International Bodyboarding Association), que rola na temida bancada de El Gringo, Arica, Chile.

O mar agitado e as ondas com mais de 3 metros fizeram bem aos brazucas. O time canarinho conta agora com cinco representantes nas oitavas-de-final, programadas para esta quinta-feira (6/8).


Destaque para as atuações de Guilherme Tâmega e do capixaba Magno Oliveira, que descolou o único dez do dia e ainda totalizou o maior somatório da quarta-feira, ao finalizar sua bateria com 18.83 pontos.

O primeiro atleta brasileiro a encarar a bancada foi o voador

Magno Oliveira arranca dez unânime. Foto: Fabrício Alabarce.

Uri Valadão. Atual campeão mundial, o baiano teve uma excelente apresentação e fez um duelo a parte com o australiano Thomas Rigby.

Ambos se alternavam na liderança, com Uri dominando a maior parte da baterias. No fim, o australiano arrancou uma nota 9.00, totalizando 17.50 pontos, deixando Uri, com 16.84, na segunda posição.


“A primeira bateria é sempre mais difícil. Tem que se posicionar bem no mar e ter calma pra não tomar uma onda grande na cabeça. O mar está meio complicado, mas eu estou feliz por ter achado duas boas ondas. Foi uma alegria ter passado”, diz Uri.


Logo em seguida, foi a vez de Renê Xavier defender as cores do Brasil e da Bahia no Arica Chilean Challenge.


Renê teve uma missão árdua pela frente para garantir presença nas oitavas. O baiano eliminou o campeão mundial Paulo Barcellos e o experiente português Rui Pereira. Com um somatório de 14.00 pontos, Rene terminou na segunda posição o duelo vencido pelo havaiano Jeff Hubbard, campeão do Peruvian Inka Challenge 2009.


Renê ainda conta que passou dificuldades durante a bateria, pois perdeu a corda de sua prancha. “Estou muito feliz por ter avançado. Mas eu passei um pouco de dificuldades lá dentro, pois meu leash arrebentou. Na hora que eu olhei aquela onda vindo na minha direção fiquei meio assustado, mas tudo terminou bem”, relata o baiano.


Nesta quinta-feira, os adversários dos baianos se invertem nas oitavas-de-final. Enquanto Renê Xavier abre as disputas diante do aussie Thomas Rigby, Uri terá pela frente o algoz de seu conterrâneo Jeff Hubbard.

Guilherme Tâmega foi um dos últimos brasileiros a cair na água. Mesmo com o mar em condições mais difíceis do que no início do dia, o hexacampeão não encontrou dificuldades e demonstrou um bom conhecimento do pico para garantir vaga nas oitavas.


“Estou muito feliz com meu resultado nesta bateria. Não importa se as ondas estiverem maiores ou menores na quinta-feira. Todos nós pedimos que o swell entrasse e ele apareceu, agora cabe a nós enfrentá-lo”, afirma o hexacampeão mundial.


Nas oitavas-de-final, Guilherme terá pela frente seu pupilo e afilhado no esporte Francirley Ferreira. O também carioca garantiu presença no grupo dos 16 depois de finalizar a última bateria desta quarta-feira em segundo lugar, atrás do australiano Dave Winchester.


Será a segunda vez que os dois se enfrentam, com vantagem para o pupilo, que venceu Guilherme Tâmega no mundial de Rio das Ostras, em 2006.


Os brasileiros tiveram boas apresentações nesta quarta-feira, porém nenhuma superou a do capixaba Magno Oliveira.


Maguinho, como é conhecido no circuito mundial, fez o maior somatório do dia, totalizando 18.83 pontos. O atleta do Espírito Santo descolou um 8.33 e um dez unânime para despachar todos os adversários.


“Estou muito feliz com o meu desempenho, isso sim é bodyboarding. Só tenho que agradecer por surfar ondas como essa. Eu gosto muito de pegar onda aqui em Arica e estou bastante focado para este evento. Eu sei o que sou capaz de fazer e tento todas as vezes ir até o meu limite”, diz Magno Oliveira, logo depois da sua bateria.


Magno encara o australiano Brad Hughes nas oitavas. O atleta capixaba soma duas quartas-de-final como melhores resultados na temporada, e promete brigar por uma posição melhor neste evento.


Mas o dia não foi só de vitórias para os brasileiros em Arica. Mesmo com cinco brasileiros classificados para as oitavas, o país sofreu quatro baixas. Fábio Rodrigues foi o primeiro atleta canarinho a dizer adeus depois de ser eliminado na primeira bateria do dia.

O cearense acabou na quarta posição e levou para casa 720 pontos, mesma posição do carioca Paulo Barcellos, que terminou em quarto na segunda bateria e também se despediu do evento.


O paulista Bruno Rocha, sensação do evento chileno, também não conseguiu repetir as boas atuações durante a semana e foi derrotado pelo sul-africano Mark McCarthy e pelo aussie Brad Hughes.


A mesma bateria marcou ainda uma das maiores surpresas do dia, o vice-líder do circuito mundial Ryan Hardy, vencedor da etapa de Pipeline, acabou na terceira posição e foi eliminado. A última baixa brasileira ocorreu no último duelo do dia. O catarinense Luis Villar não achou boas ondas e encerrou sua participação no evento chileno.


Com isso, o Brasil conta com cinco representantes nas oitavas, um a mais do que os australianos.

O evento deve recomeçar nesta quinta-feira, às 9 horas de Brasília (8 no Chile), quando acontece uma nova chamada. A competição é transmitida ao vivo pelo site oficial do Arica Chilean Challenge .


Arica Chilean Challenge

Oitavas-de-final

1 Thomas Rigby (Aus) e Rene Xavier (Bra)
2 Jeff Hubbard (Haw) e Uri Valadão (Bra)
3 Magno Oliveira (Bra) e Brad Hughes (Aus)
4 Mark McCarthy (Afs) x Dave Hubbard (Haw)
5 Amaury Laverhne (Reu) x Pierre Louis Costes (Fra)
6 Ben Player (Aus) x Mike Stewart (Haw)
7 Guilherme Tâmega (Bra) x Francirley Ferreira (Bra)
8 Dave Winchester (Aus) x Ivan Hernandez (Can)

terça-feira, 4 de agosto de 2009





O tamanho da onda é sempre discutívelFoto: DivulgaçãoQuem viu imagens desta onda sabe do que estou falando. Quando você olha para a foto, você fica com vontade de estar no lugar dele. Talvez pela combinação dos fatores como: Sol, Altas Ondas, Linha Limpa. Fatores estes que implicam e interferem na medida real. Como? Por exemplo, um mar de 1 metro buraco forte. Em um dia de sol e água azul transparente, acreditamos de estar num playground com ondas pequenas. Agora imagine esta mesma situação com o tempo fechado, chuva e água escura, ventando. Com certeza a nossa previsão vai para um metrão e meio fechadeira.Mas, devido a todas estas confusões, invenções e pirações do folclore criado por nós, surfistas do mundo todo, e conhecendo as formas como medimos as ondas para dissertarmos (sim, dissertarmos, pois devido a tanta discordância precisamos sentar e debater sobre teses), criei uma tabela que possa ajudar a entender o real tamanho de uma onda (baseado, como já disse, no folclore do nosso litoral).Veja e confira se você e seus amigos se enquadram na forma de falar das ondas abaixo (folclórico). O tamanho que falamos de uma onda e qual é a sua real altura.Confira:QUANDO FALAMOS: NA VERDADE TEMOS (relacione com a sua altura):Quando falamos: 0,5 metrinho (meio metrinho) - Temos: 0,5 metro (meio metro) (não é que aqui não foge muito do inicial?!)Quando falamos: 0,5 metro (meio metro) - Temos: 1,0 metro (um metro) (aquela onda que bate no seu peito não tem um metro?)Quando falamos: 0,5 metrão (meio metrão) - Temos: 1,5 metro (um metro e meio) (esta está na altura do seu rosto)Quando falamos: 1,0 metrinho (um metrinho) - Temos: até 2 metros (muito usado em dias de ondas boas com muito sol)Quando falamos: 1 metro (um metro) - Temos: entre 2 metros e 2,5 metros ( dias bons. pense na onda acima de sua cabeça!)Quando falamos: 1,0 metrão (um metrão) - Temos: acima de 2,5 metros (olha, não é difícil de acontecer)Parece-me que o nosso problema é o menosprezo sobre a altura. Isso já é histórico, cultural. Costumávamos falar que as ondas estavam sempre menores só para falar que aquela situação era fácil para nós. Eu acho que hoje não precisamos mais nos prender a essa situação de diminuir tamanhos para nos valorizar.BEM VINDO AO MUNDO DO SURF VISTO PELOS MEUS OLHOS!Henrique Chaves é MBA em marketing esportivo, diretor do Ibrasurf e surfa há 27 anos

O tamanho da onda é sempre discutível,viu imagens desta onda sabe do que estou falando. Quando você olha para a foto, você fica com vontade de estar no lugar dele. Talvez pela combinação dos fatores como: Sol, Altas Ondas, Linha Limpa. Fatores estes que implicam e interferem na medida real. Como? Por exemplo, um mar de 1 metro buraco forte. Em um dia de sol e água azul transparente, acreditamos de estar num playground com ondas pequenas. Agora imagine esta mesma situação com o tempo fechado, chuva e água escura, ventando. Com certeza a nossa previsão vai para um metrão e meio fechadeira.Mas, devido a todas estas confusões, invenções e pirações do folclore criado por nós, surfistas do mundo todo, e conhecendo as formas como medimos as ondas para dissertarmos (sim, dissertarmos, pois devido a tanta discordância precisamos sentar e debater sobre teses), criei uma tabela que possa ajudar a entender o real tamanho de uma onda (baseado, como já disse, no folclore do nosso litoral).Veja e confira se você e seus amigos se enquadram na forma de falar das ondas abaixo (folclórico). O tamanho que falamos de uma onda e qual é a sua real altura.Confira:QUANDO FALAMOS: NA VERDADE TEMOS (relacione com a sua altura):Quando falamos: 0,5 metrinho (meio metrinho) - Temos: 0,5 metro (meio metro) (não é que aqui não foge muito do inicial?!)Quando falamos: 0,5 metro (meio metro) - Temos: 1,0 metro (um metro) (aquela onda que bate no seu peito não tem um metro?)Quando falamos: 0,5 metrão (meio metrão) - Temos: 1,5 metro (um metro e meio) (esta está na altura do seu rosto)Quando falamos: 1,0 metrinho (um metrinho) - Temos: até 2 metros (muito usado em dias de ondas boas com muito sol)Quando falamos: 1 metro (um metro) - Temos: entre 2 metros e 2,5 metros ( dias bons. pense na onda acima de sua cabeça!)Quando falamos: 1,0 metrão (um metrão) - Temos: acima de 2,5 metros (olha, não é difícil de acontecer)Parece-me que o nosso problema é o menosprezo sobre a altura. Isso já é histórico, cultural. Costumávamos falar que as ondas estavam sempre menores só para falar que aquela situação era fácil para nós. Eu acho que hoje não precisamos mais nos prender a essa situação de diminuir tamanhos para nos valorizar.BEM VINDO AO MUNDO DO SURF VISTO PELOS MEUS OLHOS!Henrique Chaves é MBA em marketing esportivo, diretor do Ibrasurf e surfa há 27 anos
O tamanho da onda é sempre discutívelFoto: Divulgação
Falar em altura das ondas no Brasil nunca foi fácil. E nunca será. E não é para menosprezar o nosso país. Comprovadamente vivemos em um país repleto de swells e condições para a prática do surf. Muito próximo aos países com as melhores ondas. Ainda mais este ano em que estamos sendo beneficiados com uma variedade e constância superior a épocas passadas.Talvez perdemos um pouco em qualidade, devido aos nossos fundos, na maioria de areia, que encontram-se em constantes modificações. Mas que elas estão ao nosso redor e ao nosso alcance, isso é verdade.Quanto ao menosprezo falo sobre nós, surfistas. O quanto é duro, em roda de amigos, dissertar sobre o tamanho das ondas de hoje ou daquele dia épico, de gala, aonde escutamos, através de diversos conhecidos, ter quebrado de meio metro até três metros overhead. E torna-se pior e mais difícil ainda se nesse dia você chega mais tarde e ouve a célebre frase: "Mais cedo estava melhor"! Como é que você poderá saber realmente o tamanho das ondas?Ainda não consigo acreditar de que, amigos de longa data dentro e fora da água, possam desconhecer a forma como são medidas as ondas, para obter-se uma definição da altura. E também não me conformo quando estes arriscam suas medições, sempre muito ABAIXO do que normalmente está quebrando. Hoje não procuro mais levantar a questão de ‘quanto é que está hoje’ para não perder um tempo discutindo. Primeiro penso em pegar as ondas. Após a queda procuro finalizar a questão com fotos. Tendo estas em mãos fica muito mais fácil comprovar o tamanho das ondas, eliminando todo o tipo de discussão.E deixo claro desde já: as ondas são medidas pela sua face, pela frente.Alguns lembrarão como textos eram descritos nas revistas especializadas, definindo o tamanho das ondulações por ‘pés hawaianos’. Lembram-se? Eram muito estranhos, pois definidas e publicadas as ondas com alguns pés de tamanho, o que se via nas fotos e/ou filmagens era no mínimo o dobro de seu tamanho. E sempre seguida com a explicação: ‘No Hawaii medem-se as ondas por trás’.Ora essa, e desde quando se surfa a onda por trás? Os eventos de ondas grandes, que acontecem no Brasil e no mundo, nos deixam claro a forma correta de medir a altura dos vagalhões. Suas ultimas medições têm nos comprovado. Toda e qualquer onda surfada será medida por sua face, pela sua frente. Não é a toa que estamos chegando a impressionantes 60’, 70’, 80’ ou mais, conforme o big surf vai se profissionalizando.Todos sabem que a medição por trás é inviável. Cansei de surfar dias com ondas quebrando sempre acima da cabeça, as vezes bem maior, e ao sair da água você escuta:" tava só um metrinho".Uma onda que me impressiona até hoje foi a surfada por Pete Cabrinhas em Jaws para a esquerda. Uma 66’(medida oficial) limpa, lisa e em linha. Coisa impressionante. Se alguém me contasse que era uma onda de 20’ hawaianos (aqueles medidos por trás) eu cairia na risada.


O tamanho da onda é sempre discutívelFoto: DivulgaçãoQuem viu imagens desta onda sabe do que estou falando. Quando você olha para a foto, você fica com vontade de estar no lugar dele. Talvez pela combinação dos fatores como: Sol, Altas Ondas, Linha Limpa. Fatores estes que implicam e interferem na medida real. Como? Por exemplo, um mar de 1 metro buraco forte. Em um dia de sol e água azul transparente, acreditamos de estar num playground com ondas pequenas. Agora imagine esta mesma situação com o tempo fechado, chuva e água escura, ventando. Com certeza a nossa previsão vai para um metrão e meio fechadeira.Mas, devido a todas estas confusões, invenções e pirações do folclore criado por nós, surfistas do mundo todo, e conhecendo as formas como medimos as ondas para dissertarmos (sim, dissertarmos, pois devido a tanta discordância precisamos sentar e debater sobre teses), criei uma tabela que possa ajudar a entender o real tamanho de uma onda (baseado, como já disse, no folclore do nosso litoral).Veja e confira se você e seus amigos se enquadram na forma de falar das ondas abaixo (folclórico). O tamanho que falamos de uma onda e qual é a sua real altura.Confira:QUANDO FALAMOS: NA VERDADE TEMOS (relacione com a sua altura):Quando falamos: 0,5 metrinho (meio metrinho) - Temos: 0,5 metro (meio metro) (não é que aqui não foge muito do inicial?!)Quando falamos: 0,5 metro (meio metro) - Temos: 1,0 metro (um metro) (aquela onda que bate no seu peito não tem um metro?)Quando falamos: 0,5 metrão (meio metrão) - Temos: 1,5 metro (um metro e meio) (esta está na altura do seu rosto)Quando falamos: 1,0 metrinho (um metrinho) - Temos: até 2 metros (muito usado em dias de ondas boas com muito sol)Quando falamos: 1 metro (um metro) - Temos: entre 2 metros e 2,5 metros ( dias bons. pense na onda acima de sua cabeça!)Quando falamos: 1,0 metrão (um metrão) - Temos: acima de 2,5 metros (olha, não é difícil de acontecer)Parece-me que o nosso problema é o menosprezo sobre a altura. Isso já é histórico, cultural. Costumávamos falar que as ondas estavam sempre menores só para falar que aquela situação era fácil para nós. Eu acho que hoje não precisamos mais nos prender a essa situação de diminuir tamanhos para nos valorizar.BEM VINDO AO MUNDO DO SURF VISTO PELOS MEUS OLHOS!Henrique Chaves é MBA em marketing esportivo, diretor do Ibrasurf e surfa há 27 anos


Até o Richard Gere está curtindo pegar ondaFanny Parafina em 4/8/2009

Ator tenta se equilibrar no pranchãoFoto: Grosby Group
Pessoal, com gesso no pé e precisando voltar ao trabalho, pois as contas estão só atrasando, ando meio deprê. Foi uma semana dos diabos (sinistra mesmo, cara!), ouvindo minha mãe repetindo que preciso ter mais cuidado, etc, etc, etc. Hoje, foi dia de trocar de gesso. Recepção lotada, galera com medo da gripe suína e eis que, de repente, no lap-top do carinha que estava do meu lado, pinta Richard Gere, com seus cabelos grisalhos, num traje de neopreme tentando se equilibrar em um longboard. Fui uma das milhões de gatas por esse mundo que sonhava com o grande ator. (lembram de Uma Linda Mulher??? e de Proposta Indecente???). Agora ele é um coroa que leva o filho pra praia. Pelo menos, uma coisa ainda temos um comum: gostamos de surf. Ah, o carinha do lap me deixou ver a foto muito rápido, ele queria era saber de atualizar o Twitter.






Onda gigantes pelo mundo, um sonho que pode ser realizado.
Ana Paula, que já fez parte da elite do surfe brasileiro disputando o SuperSurf e dá aulas particulares no Rio, espera que esta seja a primeira de muitas viagens para as mulheres praticantes do esporte.– Acho que vai ser uma experiência muito interessante. Já temos outras surf trips em vista, mas agora vamos dar uma chance aos homens – brinca. – Mas espero que a demanda das meninas cresça ainda mais depois dessa viagem a Ubatuba.Ana Paula MelloTelefone para contato: (21) 9378-4405aprendasurf@hotmail.comA surfista profissional Ana Paula Mello terá uma missão mais do que especial neste fim de semana: a carioca comandará uma surf trip 100% feminina a Ubatuba, litoral norte de São Paulo. Em comemoração ao Dia das Mães, a surfista reuniu algumas amantes do surfe para passar os próximos três dias em busca de boas ondas.– Já fiz algumas viagens desse tipo mas é a primeira vez que fazemos uma especialmente para mulheres. Várias mães de família comentavam comigo que gostariam muito de viajar para surfar, mas tinham dificuldade de deixar os filhos no Rio. Então chegamos à conclusão de que o fim de semana do Dia das Mães seria perfeito para isso, os pais vão tomar conta dos filhotes como um presente para as mães poderem surfar – diz Paula, de 31 anos.

O mar foi desde sempre considerado como um vazadouro natural e durante milénios os ciclos biológicos asseguravam em larga medida a absorção dos dejectos e a purificação das águas. Actualmente, graças à sociedade industrializada e ao mundo militarizado, chegamos a um estado de desequilíbrio do meio marinho. Nele actuam diversos factores químicos, físicos e biológicos.O mar possui uma grande capacidade de auto depuração e constitui um meio pouco favorável ao desenvolvimento da maioria dos germes patogénicos. Contudo, o lançamento incontrolado de águas utilizadas, provenientes de zonas urbanas, e os resíduos industriais tornaram as águas costeiras num meio propício ao desenvolvimento de microrganismos patogénicos.Embora os microrganismos não representem, em regra, um grande perigo para os indivíduos que se banhem nas praias, com excepção do caso de elevadas poluições fecais, constituem um risco indiscutível para quem se alimenta de seres vivos criados nesse meio.Por exemplo, a presença de abundante matéria orgânica favorece o desenvolvimento e crescimento de bancos de moluscos comestíveis que absorvem e retêm numerosos microrganismos patogénicos para os humanos. Este fenómeno explica a frequência de salmoneloses humanas e outras doenças provocadas por ingestão de moluscos (ostras, amêijoas, berbigão, etc.). Contaminações semelhantes podem ocorrer com os peixes que entram na cadeia alimentar dos humanos.A poluição química dos mares e oceanos reveste uma importância muito maior do que a poluição por microrganismos. Numerosos detergentes e pesticidas arrastados pelas águas fluviais têm efeitos muito nocivos sobre a fauna e a flora litorais.Outros produtos de origem industrial podem ter efeitos catastróficos nas comunidades costeiras. Os agentes poluentes, em geral, percorrem toda a cadeia trófica marinha, iniciando-se no fitoplâncton e zooplâncton, para se concentrarem finalmente nos moluscos e peixes que são comidos pelos humanos.Os produtos petrolíferos têm um efeito nefasto sobre toda a vida marinha e litoral onde actuam.As correntes marinhas facilitam a formação de marés negras, que se abatem sobre as praias e outras zonas costeiras. Os hidrocarbonetos espalhados nos mares e oceanos provêm sobretudo dos petroleiros que limpam os seus depósitos no alto mar e descarregam assim em cada viagem cerca de um por cento do seu carregamento. Esta percentagem pressupõe, ao fim de alguns anos, a existência de muitos milhares de toneladas de produtos petrolíferos espalhados pelos oceanos.Entre as águas mais gravemente poluídas destacam-se as do Mar Mediterrâneo (também, por isso, designado a "fossa da Europa"), atravessado por milhares de petroleiros, as do Mar do Norte, o Canal da Mancha e os mares próximos do Japão.A contaminação do meio ambiente por produtos petrolíferos tem como efeito a diminuição da fotossíntese, o tornar difícil a oxigenação das águas devido à camada de hidrocarbonetos e a intoxicação de muitos animais. As aves são particularmente afectadas. Em 1963, um acidente com o navio Ger-Maersk, na embocadura do Rio Elba, foi responsável pela morte de cerca de 500 000 aves de 19 espécies diferentes. Calcula-se que na Grã-Bretanha o número de aves vítimas de intoxicação por hidrocarbonetos seja de 250 000 por ano. Além das aves, são afectados os moluscos, os crustáceos costeiros e os peixes.Quanto mais elevado for o nível do organismo na cadeia alimentar, maior é a concentração de poluentes que podem acabar por afectar os humanos, pois estes também são um elo da cadeia alimentar.

Surf nas aguas do Peru



SURFING BOARD
E apenas você e as ondas num imenso mar que não para de mover e foliar. Você apenas fica para manobrar e inventar giros sobre o seu board, correr, quebrar ou para sulcar, as cristas enormes de água que vêm e vão sem pausa alguma. Você às vezes sente os sopros de um mar irrompível.Tropeça e você está a ponto de perder o equilíbrio; então, você tem que ser sagaz e se torna alguma coisa assim como ilusionista das águas, porque você libera um inúmero de habilidades em seu desejo de não desabar o vórtice de sal e espuma que o cerca. Durante o ano inteiro, a costa do Peru oferece enredos incontáveis para a prática do surfe. A pompa e charme das suas praias o transformaram num país atraente, para os amantes dum dos jogo esportivos de aventura com mais seguidores no mundo inteiro. Nos países andinos, há uma grande quantidade de praias de ondas infinitas, como Casablanca (na costa de norte do Equador), Anconcito, as Brujas, o Mansito e os Castillos (na área sul da costa equatoriana) ou Punta Rocas, a Heradura, Punta Hermosa e Cerro Azul nas proximidades de Lima, a capital peruana. Chicama, no norte do Peru, é uma das praias com mais popularidade entre os surfistas, devido a suas ondas impressionantes, cortesia calma de um valente Océano Pacífico. Caracteristicas semelhantes apresenta a praia de San Mateo, na costa de norte equatoriana... em resumo, há um rosário de possibilidades que lhe permitirão fazer face dos embates do mar que vem e vão sem pausa alguma. Você é você e as ondas em um imenso mar que não para de mover e foliar. Você só deixou manobrar e inventar giros para ficar bom, para correr, quebrar ou para sulcar, as cristas enormes de água que eles vêm e vão sem pausa alguma. Você às vezes sente os sopros de um mar irrompível. Tropeça e você está a ponto de perder o equilíbrio; então, você tem que ser sagaz e você se torna alguma coisa assim como ilusionista das águas, porque você libera um inúmero de habilidades em seu desejo de não desabar o vórtice de sal e espuma que o cercam. Durante o ano inteiro, a costa do Peru oferece enredos incontáveis para a prática de surfe. A pompa e charme das praias deles/delas transformaram isto em um país atraente, para os amantes de um dos jogo esportivos de aventura com mais seguidores no mundo. Nos países andinos, há uma grande quantidade de praias de ondas infinitas, como Casablanca (na costa de norte do Equador), Anconcito, as Bruxas, o Mansito e os Castelos (na área sul da costa equatoriana) ou Pedras de Gorjeta, a Ferradura, Gorjeta Bonita e Colina Azul nas proximidades de Lima, o capital peruano. Chicama, no norte do Peru, é um das praias com mais popularidade entre o surfistas, devido a suas ondas impressionantes, cortesia calma de um valente. San Mateo semelhante característico apresenta, na costa de norte equatoriana... em resumo, há um rosário de possibilidades que permitirão fazer face aos embates do mar que vem e vão sem pausa.

domingo, 2 de agosto de 2009

a melhor praia para alguem poder aprender a surfar

Barra da Lagoa

Usuário: Incluído por Garimpando.net em 23.12.2008 | icon3 Avaliado 8 vezes ★★★★½
Barra da Lagoa

Uma praia da ondas calmas, perfeita para quem quer aprender a surfar. Possui várias escolinhas de surf e uma boa infra-estrutura de restaurantes.